terça-feira, 13 de outubro de 2009

Para alunos do estágio: "Entre os muros da escola"

11 comentários:

  1. Pelos cortes percebe-se que o professor valorizou o trabalho do aluno, estimulando-o para que, num próximo trabalho, ele se sinta motivado a participar. O professor também valorizou as vivências dos alunos, pedido para que os mesmos escrevessem sobre si, motivando-os a partir do momento em que propôs um trabalho significativo.

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  2. Ja tive a oportunidade de assistir a esse filme. Achei-o interessante, pois aproxima-se mais da realidade e das possiveis conquistas que um professor pode conseguir em sala de aula. O professor do filme - ao meu ver - procura entender as atitudes de seus alunos buscano pelo linguistico, textual. Ele tenta "interferir" (no sentido de poder mostrar um caminho diferente do qual provavelmente seguirao)no ritmo da vida daqueles estudantes, participa de momentos importantes de suas vidas na escola e planta uma semente para o futuro. Penso que esta profissao tem este intuito, o de agregar conhecimento para um uso mais futuro do que no presente. Talvez essa seja a grande diiculdade aser enfrentada pelos docentes, ter consciencia de que sao semeadores, ou seja, tudo o que fizerem agora, provvelmente sera colhida mias adiante.

    Debora do Couto Pereira. deboradocouto@yahoo.com.br

    Obs.: Faltam alguns acentos no meu texto, mas e porque o computador que estou utilizando nao sabe onde os colocou. (hehe.., serio)

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  3. Concordo com o que diz a Débora, mas gostaria de fazer um adendo: sobre a dificuldade a ser enfrentada pelos docentes, que é a de ter consciência de que são semeadores. Sabe, às vezes percebo que não apenas os professores, mas a comunidade escolar em geral, especialmente alunos e pais, poderiam (seria o mínimo esperado) ter essa consciência de que o papel do professor é de formar do "cidadão" do futuro.
    Fico chateada quando vejo situações que desagradam em relação a isso. Brigas entre alunos, as quais os pais são chamados e dizem que o filho não deve levar desaforo pra casa ou então situações em que o aluno vai para sala de aula apenas para ficar conversando o tempo todo, sem comprometimento com o intuito que seria o de estudar. Estamos nos preparando para ser professores de uma geração que não vê nenhum significado e/ou resultado na educação. Às vezes, penso que poderíamos ter seções de terapia... (não isso é só uma bobagem para descontrair).

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  4. Vendo essas cenas que compõem a evolução do aluno Souleymane, dois fatos me chamaram atenção:

    1º Sobre a falta de contato da família do aluno com a escola. Em muitos casos, principalmente no ensino médio, o discente se torna o único canal de comunicação entre a escola e os pais, deixando muitas informações ,quer seja uma nota baixa ou um aviso para prestar atenção no progresso do aluno.

    2º Em relação ao estímulo que deve ser dado ao aluno para que ele faça produções que façam parte da realidade do aluno. No caso do filme, as fotos do aluno.

    É muito interessante como o professor tenta se integrar, procurando ter um controle entre não banalizar a aula, mostrando que o launo pode perder a timidez e demonstrar sua produções.

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  5. Mas como professor não é herói, para quem viu todo o filme vai se lembrar que o professor foi muito mal interpretado pelos alunos e pelo próprio Souleymane, que é um menino com baixíssima auto-estima e se defende sendo totalmente agressivo. No final das contas, toda a boa vontade do professor vai por água abaixo quando ele é expulso da escola.

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  6. Esse filme também vem a representar muito bema realidade das escolas, mesmo que este não sej aum filme brasileiro, mas podemos ver a semelhança praticamente durante todo o filme. um professor que não mede esforços para ajudra seus alunos, mas que na verdade não resolve nada. se bem me lembro deste filme o professor não consegue um final feliz, como consegue a professora de "escritores da liberdade". Esse ponto também que gostaría de ressaltar, alguns professores na universidade muitas vezes tentam nos passar experiencias que sempre acabam bem, mas como bem cita a professora Valesca na sua tese, a "síndrome do final feliz", é ilusória, porque na maioria dos casos eles não são assim, mas é facil contar somente o que acabou tudo bem e apagar as esperiencias negativas, assim não se assusta os academicos que mal sabem o que tem por vir. mas uma vez quero destacar que acredito sim na melhora da educação, mas o que venho criticando enfurecida é a tentativa de se apagar, de fingir que não vemos as coisas que não alcaçam exito e seguir relatando somente coisas boas a respeito da educação e o resto é história. Acredito que neste semestre nossas discussões fugiram bastante disso tudo que critico aqui, pois me lembro que na maioria das vezes paramos para discutir a realidade,a educação como realmente está, é assim que acredito que podemos discutir e realmente sair da universidade para poder melhorar a educação.

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  7. desculpa os erros, nessa e nas outras postagens, tem até experiencia com s, mas acho que da pra entender.

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  8. Quando o filme foi passado na sala de aula não cheguei a assistí-lo por inteiro, mas o que vi já deu para endenter o contexto em que os recortes acontecem. É mister entender como a missigenação racial existente na França causa sérias dificuldades de relacionamentos entre os jovens imigrantes e a população local, haja visto graves e violentos levantes acontecidos a poucos anos atrás em áreas ondem moram estas pessoas não originárias de solo francês.
    Entretanto tem atitudes que ultrapassam os muros das escolas e as fronteiras geográficas de uma nação. Uma delas é a varolização do trabalho realizado por alguém, seja ele de natureza profissional, estudantil. O ser humano necessita ter sua alto estima elevada, principalmente quando se encontra em uma situação de exclusão social. Esta era a situação latente do aluno Souleymane na pelicula, e também a situação de muitos jovens das escolas brasileiras.
    Quando, principalmente o jovem, sente-se legado ao esquecimento ele reage para ser notado, esta reação pode ser a rebeldia disciplinar, chegando até a atos de violência explícita. Nestas horas o docente personifica para o jovem aquele mundo que está lhe negando os seus direitos básicos de cidadania, e portanto é seu primeiro alvo.
    Procurar mostrar ao jovem que ele tem valor é um caminho a ser seguido pelo professor, que deve estar preparado para agir desta forma. Não penso em terapia como citou a Michele, mas uma boa dose de psicologia, filosofia e sociologia, ajudariam em muito na capitação dos novos professores.

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  9. A partir dos recortes do filme, foi possível ter certeza de quanto árdua deve ser a tarefa de um professor. Mesmo sabendo que seu aluno sempre se negava a fazer as atividades, continuou tentando. Nessa profissão, acredito que, como disse Dilmar, é necessário uma boa dose de psicologia, filosofia e sociologia para conter a sua reação, porém, muito mais que isso o docente deve ter persistência para seguir em frente e enfrentar os mais diversos desafios que, com certeza, a sala de aula vai lhe apresentar.

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  10. Cristiano flores de Limas16 de dezembro de 2009 14:59

    Este filme realmente é bom! Parece ser um documentário filmado em tempo real. Não tenho nada a acrescentar, acredito que os colegas já dissecaram muito bem este trecho. O que mais me chamou atenção foi o professor insistir no aluno, buscou conduzi-lo, valorizar seu trabalho e tentar melhorar sua auto-estima. Como se pode notar na expressão de satisfação e orgulho no rosto de Souleymane enquanto seus colegas apreciam seu trabalho exposto na parede.

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  11. Esses recordes demostram a preocupação do professor com o aluno, também mostra a valorização e a estimulação que o professor da para o aluno fazer os trabalhos. E isso é de suma importância para tanto para os alunos quanto para os professores, pois nesse momento o aluno acredita no seu potencial e o professor "ganha" a confiança, a amizade do seu aluno. E isso que nós como futuros professores temos que pensar em colocar em prática, ter a confiança dos alunos.

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