terça-feira, 13 de outubro de 2009

Para alunos do estágio: "Escritores da liberdade"

9 comentários:

  1. Esse filme é maravilhoso! Ele mostra um pouco do que muitos educadores enfrentam todos os dias. A diferença é como essa professora lida com as diversidades, com o medo, com as ameaças. Quando todos acham que não vale a pena lutar pela educação daqueles jovens, ela segue em frente por amor, se dedica, acredita que a educação é o caminho para a mudança. Ela não desconsidera as vivências dos alunos, pelo contrário, ela as usa como um meio para tornar a aula algo significativo, que faça sentido para os mesmos. Na minha opinião essa é justamente uma das coisas que faltam na nossa educação: sentido. Por isso ouvimos e dizemos tantas vezes: "Por que devemos estudar isso?" ou "Para que serve isso?" ou ainda "Quando vou usar isso na minha vida?".

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  2. Este filme mostra uma realidade que nao esta longe da nossa, apenas diferencia na intensidade com que sao vividos tais conflitos. E' quase a "odisseia da educacao", a busca por sentido (relacao professor e aluno).
    Enfim, e possivel fazer diferente e este diferente nao precisa ser grandioso, basta fazer a diferenca da vida de quem participa junto.

    Debora do Couto Pereira
    deboradocouto@yahoo.com.br

    Obs.: Faltam acentos no meu texto, poque o computador que estou usando esta com problemas.

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  3. Fazendo até um contraponto com o filme "Entre muros da escola", vejo as diferentes realidades das escolas. No filme francês vemos que a escola possui uma infra-estrutura bem avançada. Já em "Escritores da Liberdade" vemos que é uma escola pobre de um bairro pobre, com alunos de baixa renda e e msua maioria negros e latinos, etnias discriminadas no EUA.

    è interessante como denota a importância do professor para demonstrar o real caminho da educação, vendo que estudamos para além de termos mais cultura e saber falar corretamente, a também ser mais tolerante, saber seu lugar na sociedade e lutar por um lugar ao sol, fazendo com que nenhum tipo de preconceito seja motivo para que uma pessoa não possa evoluir como profissional e ser humano.

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  4. Realmente este filme é muito bom, mas creio que um pouco utópico também. È emocionante ver a professora lutando, acreditando que é possivel mudar a realidade daqueles alunos, e felizmente consegue. mas acredito também que não podemos esquecer a nossa realidade, pergunto, quem de nós buscará outro emprego como buscou a professora do filme pois o salário dela não chegava, porque usava todo o dinheiro que recebia para ajudar os alunos.
    A realidade é triste, mas precisamos colocar os pés no chão e encarar. Alguns professores na universidade ainda tem a prepotencia de dizer que se escolhemos está profissão já sabemos que iremos ganhar pouco, agora precisamos agarrar com unhas e dentes porque ser professor é além de profissão, "é vocação". Gostaría de perguntar porque vieram para universidade então, porque não ficaram nas escolas onde estavam? A realidade ta aí para quem quer ver, precismo sim lutar para mudar a educação, e acreditar como acreditou a professora do filme, mas acreditar dentro daquilo que realmente pode ser mudado, daquilo que será possivel fazer e não passar a viver em uma utopia de que vamos revolucionar a educação no estalar dos dedos, porém com certeza jamais poderemos deixar de acreditar que poderemos FAZER A DIFERENÇA, pois se isso acontecer nosso trabalho não fará mais sentido.

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  5. Quando assisti este filme estava esperando o inicio do curso de letras na Unipampa, e portante ainda não tinha a noção dos atributos necessários para o bom desempenho da carreira docente. Confesso que ainda não conhecedor absoluto destes valores, porém ja sei parte do caminho correto para encontrá-los.
    Mas duas palavras chamaram-me a atenção no desenrolar do drama vicenciado pela professora Erin Gruwell e seus alunos na Los Angeles dos anos 90, RESPEITO E CONHECER.
    O endentimento, o respeito e a cooperação entre docente/dissentes, só foi possível após um conhecer os problemas, o modo de viver da cada um. A visualização do contexto social é necessário para o bom desenvolvimento do trabalho do professor em uma sala de aula.
    Se a professora não fosse ao encontro do intimo de cada aluno, por certo não teria conseguido o exito em sua missão. Ela conheceu e se deixou conhecer, gerando nos alunos a confiança necessária para o entendimento e a interação entre eles.

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  6. Assisti este filme mais de uma vez e acho incrível o modo como essa professora lida com as dificuldades que encontra. Ela desafia tudo e todos por acreditar que aqueles alunos, mesmo com seus problemas e suas "guerras" são capazes de ter uma educação.
    O estranhamento dos alunos em relação à professora é normal, afinal ela não fazia parte do contexto deles e acredito que jamais fará, pois sua criação, seus modos, suas experiências não foram (e difícilmente) serão possívei de serem vividas lá. Mas a tentativa de aproximação é fundamental para que se estabeleça uma relação de confiança nesta relação professor/aluno.
    Devemos considerar que ela era uma professora iniciante, empolgada com a oportunidade de ensinar alunos de um bairro periférico. Também, que ela tinha uma situação econômica estável, portanto pôde proporcionar alguns benefícios a seus alunos (quando ela compra livros e diários para todos).
    Mesmo assim, acho fantástico como é exposta uma realidade tão próxima de nós em um filme que foi produzido tão longe.

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  7. Ainda não assisti esse filme por inteiro, mas o pouco que vi axei incrível. Acredito que com força de vontade, é possível promover algumas mudanças no ensino(principalmente da periferia) sim. Este trecho do filme me lembro muito a aula que ministrei em uma escola pública situada numa COAB aqui na cidade de Bagé. No início foi bem complicado, os alunos não queriam ler o texto,eu começei a ler e aos poucos alguns foram me interrompendo e começaram a ler. Acredito que o professor nessas situações tem que levar em conta mais as vivências desses alunos do que a própria matéria que está passando a eles, principalmente porque é muito importante encontrar mecanismos, meios de aproximação desse aluno na tentativa de reverter a visão que ele tem do ensino e principalmente do professor.

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  8. Cristiano flores de Limas16 de dezembro de 2009 14:51

    É difícil analisar um filme que não assisti. O que percebi neste trecho, além de atores de mais de vinte anos interpretarem adolescentes, foi o retrato do início dos anos noventa em boa parte do estado da Califórnia. Marcado realmente por conflitos violentíssimos entres gangues devido ao ódio étnico instalado na região. Negros, latinos, asiáticos e brancos disputavam território de uma maneira bárbara. Hoje a situação, apesar de longe de ser perfeita, esta bem mais calma.

    È difícil pela realidade cultural e temporal mencionada acima traçar um parâmetro com a realidade brasileira. O que para mim no filme é universal e essencial para educação é a postura da professora. Ela comanda a turma sem ser autoritária, mantém a calma sem ser fria (apesar do clima tenso), é culta mas não pedante, e demonstra realmente interesse pela educação de seus alunos.

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  9. Este filme realmente é muito interessante, pois a professora, de uma situação que a maioria dos professores iam mandar os alunos para a direção, para o soe, enfim, para um lugar que "fosse bem longe deles", ela tratou do assunto, muito bem, o polemizando. Também demostrou amor pelo que faz trazendo para a sala de aula assuntos que todos os dias os alunos têm que enfrendarem. Acredito que a escola é muito mais do que um lugar que se vai para aprender gramática, é um lugar que podem ser trabalhados os desejos, as ânsias, as angustias dos alunos. Ainda menciono que o filme retrata muito bem a realidade existente em relação a miscigenação das raças, isso é um ponto importante para que nós como futuros professores pensemos sobre os perfis dos alunos que teremos.

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