Blog destinado a discutir questões de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidos pela professora Valesca na UNIPAMPA.
sexta-feira, 12 de março de 2010
domingo, 13 de dezembro de 2009
QUANDO CANSA UMA PROFESSORA...
Já faz bastante tempo que dou aula e sempre foi um grande desafio.
Trabalhei com crianças bem pequenas, com adolescentes e adultos de todas as faixas etárias.
Até hoje, quando inicio numa turma nova, fico tímida, apreensiva e cheia de expectativas.
Para mim, desde quando era aluna, a sala de aula era um lugar confortável. Um lugar de energia.
Já vi e vivi muitas experiências como professora, mas como não sou tão velha assim, acho que passarei por outras tantas até me aposentar, embora não goste muito de fazer prognósticos.
Em todos esses anos, descobri que é muito mágico se deparar com a capacidade de aprendizagem das pessoas, com o que acreditam ou desejam para suas vidas através dos saberes que circulam na sala de aula...
Mas infelizmente nesse universo mágico do "saber" não existem apenas contos de fadas e isso faz parte da profissão do professor. Desde sempre soube disso.
O que cansa mesmo é quando o profissional se dá conta de que o aluno o vê como inimigo.
É inacreditável e impensável imaginar que hoje isso é muito comum dentro do ambiente de sala de aula, um lugar que para mim sempre foi quase sagrado...
Mas como não há mal que dure para sempre, cada ano que inicia, cada turma que chega, cada surpresa positiva que se apresenta, fazem o professor acreditar que nem tudo está perdido, porque afinal, o nonsense não é (ainda) uma pandemia!
Só assim para ainda acreditar no ser humano!
Trabalhei com crianças bem pequenas, com adolescentes e adultos de todas as faixas etárias.
Até hoje, quando inicio numa turma nova, fico tímida, apreensiva e cheia de expectativas.
Para mim, desde quando era aluna, a sala de aula era um lugar confortável. Um lugar de energia.
Já vi e vivi muitas experiências como professora, mas como não sou tão velha assim, acho que passarei por outras tantas até me aposentar, embora não goste muito de fazer prognósticos.
Em todos esses anos, descobri que é muito mágico se deparar com a capacidade de aprendizagem das pessoas, com o que acreditam ou desejam para suas vidas através dos saberes que circulam na sala de aula...
Mas infelizmente nesse universo mágico do "saber" não existem apenas contos de fadas e isso faz parte da profissão do professor. Desde sempre soube disso.
O que cansa mesmo é quando o profissional se dá conta de que o aluno o vê como inimigo.
É inacreditável e impensável imaginar que hoje isso é muito comum dentro do ambiente de sala de aula, um lugar que para mim sempre foi quase sagrado...
Mas como não há mal que dure para sempre, cada ano que inicia, cada turma que chega, cada surpresa positiva que se apresenta, fazem o professor acreditar que nem tudo está perdido, porque afinal, o nonsense não é (ainda) uma pandemia!
Só assim para ainda acreditar no ser humano!
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
domingo, 15 de novembro de 2009
Espanhol obrigatório nas escolas está longe de se tornar realidade
14/11 - 08:01
Erika Klingl, iG Brasília
O próximo ano letivo vai começar sem que 75% das escolas brasileiras estejam preparadas para cumprir a lei que torna obrigatório o ensino de espanhol no currículo das turmas do ensino médio.
Das 25 mil escolas espalhadas pelo País, de acordo com o Censo da Educação Básica de 2008, apenas 6.600 oferecem a cadeira que passou a ser obrigatória pela lei nº 11.161, sancionada pelo presidente Lula em 2005.
Com apenas 14%, a média de oferta é pior na rede pública, mas a situação da particular está longe da ideal, com 56%. Os dados são do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão ligado ao Ministério da Educação.
Pela lei, que teve prazo de transição de cinco anos, o ensino de espanhol se tornou obrigatório por parte da escola. Para o aluno, o curso é optativo, desde que haja outra língua obrigatória.
No Distrito Federal, a média é pior que a nacional. A secretária-adjunta de Educação, Eunice Santos, admite que das 90 escolas com ensino médio na capital do País, menos de 10 têm aulas de espanhol. Embora a lei seja de 2005, o governo do DF nunca realizou um concurso para contratar professor de espanhol para cumprir a meta. “Vamos fazer concurso no ano que vem e estamos reformulando os nossos Centros Integrados de Língua (CILs)”, explica a secretária, referindo-se à instituições que oferecem aulas de espanhol, inglês e francês para alunos da rede pública.
Os alunos do Centro de Ensino Médio Gisno, na Asa Norte de Brasília, não têm acesso ao qualquer Centro de Línguas. Os adolescentes também não possuem professores de espanhol no corpo docente. “Eles nem pedem, já se conformaram com o fato de que o ensino público é pior mesmo e que só terão inglês”, observa uma professora que faz parte da direção da escola e que pediu para não ter o nome divulgado.
O espanhol é atualmente um idioma falado por mais de 420 milhões de pessoas, sendo a segunda língua mais falada no mundo ocidental. Além da Espanha, é a língua oficial de 20 países, localizados na sua maioria na América Latina.
Segundo a Secretaria de Educação Básica, o País tem 6 mil professores da disciplina no ensino médio, pouco mais de 20% dos 25 mil que o MEC estima serem necessários quando da aprovação da lei.
“Os grandes responsáveis pela oferta do ensino médio, pela própria Constituição, são os estados. Mas o MEC tem ações pontuais para trabalhar com formação dos professores e apoiar as redes públicas”, observa Maria Eveline, coordenadora-geral do Ensino Médio do Ministério. “Fechamos acordo com o Instituto Cervantes para dois projetos-piloto. Por enquanto, atende 40 professores e 600 alunos mas a ideia é que os dois sejam ofertados em maior escala.”
De acordo com Maria Eveline, não existe uma punição definida em lei para o Estado ou escola que não cumprir a lei. “Mas o Ministério Público sempre está nos monitorando e questionando o cumprimento das normas legais”, afirma. Caso o aluno não tenha aula de espanhol, ele poderá exigir o ensino ao Conselho Estadual de Educação ou na Justiça.
Fonte: http://educacao.ig.com.br/us/2009/11/14/espanhol+obrigatorio+nas+escolas+esta+longe+de+se+tornar+realidade+9088957.html
Erika Klingl, iG Brasília
O próximo ano letivo vai começar sem que 75% das escolas brasileiras estejam preparadas para cumprir a lei que torna obrigatório o ensino de espanhol no currículo das turmas do ensino médio.
Das 25 mil escolas espalhadas pelo País, de acordo com o Censo da Educação Básica de 2008, apenas 6.600 oferecem a cadeira que passou a ser obrigatória pela lei nº 11.161, sancionada pelo presidente Lula em 2005.
Com apenas 14%, a média de oferta é pior na rede pública, mas a situação da particular está longe da ideal, com 56%. Os dados são do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), órgão ligado ao Ministério da Educação.
Pela lei, que teve prazo de transição de cinco anos, o ensino de espanhol se tornou obrigatório por parte da escola. Para o aluno, o curso é optativo, desde que haja outra língua obrigatória.
No Distrito Federal, a média é pior que a nacional. A secretária-adjunta de Educação, Eunice Santos, admite que das 90 escolas com ensino médio na capital do País, menos de 10 têm aulas de espanhol. Embora a lei seja de 2005, o governo do DF nunca realizou um concurso para contratar professor de espanhol para cumprir a meta. “Vamos fazer concurso no ano que vem e estamos reformulando os nossos Centros Integrados de Língua (CILs)”, explica a secretária, referindo-se à instituições que oferecem aulas de espanhol, inglês e francês para alunos da rede pública.
Os alunos do Centro de Ensino Médio Gisno, na Asa Norte de Brasília, não têm acesso ao qualquer Centro de Línguas. Os adolescentes também não possuem professores de espanhol no corpo docente. “Eles nem pedem, já se conformaram com o fato de que o ensino público é pior mesmo e que só terão inglês”, observa uma professora que faz parte da direção da escola e que pediu para não ter o nome divulgado.
O espanhol é atualmente um idioma falado por mais de 420 milhões de pessoas, sendo a segunda língua mais falada no mundo ocidental. Além da Espanha, é a língua oficial de 20 países, localizados na sua maioria na América Latina.
Segundo a Secretaria de Educação Básica, o País tem 6 mil professores da disciplina no ensino médio, pouco mais de 20% dos 25 mil que o MEC estima serem necessários quando da aprovação da lei.
“Os grandes responsáveis pela oferta do ensino médio, pela própria Constituição, são os estados. Mas o MEC tem ações pontuais para trabalhar com formação dos professores e apoiar as redes públicas”, observa Maria Eveline, coordenadora-geral do Ensino Médio do Ministério. “Fechamos acordo com o Instituto Cervantes para dois projetos-piloto. Por enquanto, atende 40 professores e 600 alunos mas a ideia é que os dois sejam ofertados em maior escala.”
De acordo com Maria Eveline, não existe uma punição definida em lei para o Estado ou escola que não cumprir a lei. “Mas o Ministério Público sempre está nos monitorando e questionando o cumprimento das normas legais”, afirma. Caso o aluno não tenha aula de espanhol, ele poderá exigir o ensino ao Conselho Estadual de Educação ou na Justiça.
Fonte: http://educacao.ig.com.br/us/2009/11/14/espanhol+obrigatorio+nas+escolas+esta+longe+de+se+tornar+realidade+9088957.html
sábado, 7 de novembro de 2009
terça-feira, 20 de outubro de 2009
Para alunos de estágio: "Situação de professores no Brasil é preocupante, afirma consultor da Unesco"
Problemas na formação continuada dos professores e até mesmo na formação inicial, além da baixa remuneração, compõem um cenário "preocupante", de acordo com o consultor em educação da Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) no Brasil, Célio da Cunha.
Ao comentar o estudo "Professores do Brasil: Impasses e Desafios", lançado pela Unesco na semana passada, Cunha lembrou que os professores representam o terceiro maior grupo ocupacional do país (8,4%), ficando atrás apenas dos escriturários (15,2%) e dos trabalhadores do setor de serviços (14,9%). A profissão supera, inclusive, o setor de construção civil (4%).
O especialista destaca, entretanto, que é preciso "elevar o status" do professor no Brasil. A própria Unesco, ao concluir o estudo, recomenda a necessidade de "uma verdadeira revolução" nas estruturas institucionais e de formação. Dados da pesquisa indicam que 50% dos alunos que cursam o magistério e que foram entrevistados disseram que não sentem vontade de ser professores. Outro dado "de impacto", segundo Cunha, trata dos salários pagos à categoria --50% dos docentes recebem menos de R$ 720 por mês.
O estudo alerta para um grande "descompasso" entre a formação teórica e a prática do ensino. Para Cunha, a formação do docente precisa estabelecer uma espécie de "aliança" entre o seu conteúdo e um projeto pedagógico, para que o professor tenha condições de entrar em sala de aula.
Como recomendações, a Unesco defende a real implementação do novo piso salarial e a política de formação docente, lançada recentemente. Cunha acredita que esses podem ser "pontos de partida" para uma "ampla recuperação" da profissão no Brasil.
"Se houver continuidade e fazendo os ajustes necessários que sempre surgem, seguramente, daqui a alguns anos, podemos ter um cenário bem mais promissor do que o atual", disse, ao ressaltar que sem professores bem formados e com uma remuneração digna não será possível atingir a qualidade que o Brasil precisa para a educação básica. "Isso coloca em risco o futuro do país, por conta da importância que a educação tem em um mundo altamente competitivo e em uma sociedade globalizada."
Publicado originalmente em:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u638467.shtml
Ao comentar o estudo "Professores do Brasil: Impasses e Desafios", lançado pela Unesco na semana passada, Cunha lembrou que os professores representam o terceiro maior grupo ocupacional do país (8,4%), ficando atrás apenas dos escriturários (15,2%) e dos trabalhadores do setor de serviços (14,9%). A profissão supera, inclusive, o setor de construção civil (4%).
O especialista destaca, entretanto, que é preciso "elevar o status" do professor no Brasil. A própria Unesco, ao concluir o estudo, recomenda a necessidade de "uma verdadeira revolução" nas estruturas institucionais e de formação. Dados da pesquisa indicam que 50% dos alunos que cursam o magistério e que foram entrevistados disseram que não sentem vontade de ser professores. Outro dado "de impacto", segundo Cunha, trata dos salários pagos à categoria --50% dos docentes recebem menos de R$ 720 por mês.
O estudo alerta para um grande "descompasso" entre a formação teórica e a prática do ensino. Para Cunha, a formação do docente precisa estabelecer uma espécie de "aliança" entre o seu conteúdo e um projeto pedagógico, para que o professor tenha condições de entrar em sala de aula.
Como recomendações, a Unesco defende a real implementação do novo piso salarial e a política de formação docente, lançada recentemente. Cunha acredita que esses podem ser "pontos de partida" para uma "ampla recuperação" da profissão no Brasil.
"Se houver continuidade e fazendo os ajustes necessários que sempre surgem, seguramente, daqui a alguns anos, podemos ter um cenário bem mais promissor do que o atual", disse, ao ressaltar que sem professores bem formados e com uma remuneração digna não será possível atingir a qualidade que o Brasil precisa para a educação básica. "Isso coloca em risco o futuro do país, por conta da importância que a educação tem em um mundo altamente competitivo e em uma sociedade globalizada."
Publicado originalmente em:
http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u638467.shtml
terça-feira, 13 de outubro de 2009
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